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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Retenção Hídrica



O que é retenção hídrica?
A retenção hídrica é o acúmulo de líquidos nos tecidos do organismo feminino.

O que causa retenção hídrica?
A principal causa da retenção hídrica são as alterações hormonais, sobretudo do estrogênio e da progesterona, que ocorrem durante o ciclo menstrual.

    Principais sintomas:
  • Inchaços nas mãos e tornozelos
  • Aumento no volume das mamas e mastalgia (dores nas mamas)
  • Sensação de peso na pelve
  • Edemas
  • Aumento de volume no baixo ventre
  • Sensação de peso e cansaço nas pernas
  • Cefaléia

Tratamento:
Os tratamentos tradicionais combinam o uso de diuréticos que produzem eliminação de sódio e água a mudanças na alimentação e no estilo de vida da paciente. Como a retenção hídrica está relacionada ao ciclo menstrual e à ovulação, estudos recentes têm demonstrado que muitas mulheres podem se beneficiar do uso de contraceptivo oral contínuo.

Para mais informações, consulte seu médico.

Síndrome Pré-Menstrual (TPM)


O que é Síndrome Pré-Menstrual (TPM)?
É difícil encontrar uma mulher que nunca tenha sofrido de TPM, síndrome que atinge 75% das mulheres em idade fértil. Ela surge cerca de 10 dias antes do período menstrual e costuma desaparecer com o início da menstruação.

O que causa a TPM?
Acredita-se que a TPM seja decorrente de influências normais do ciclo mestrual. A falta de vitamina B6, cálcio e zinco também pode ser responsável pela TPM. Fatores sociais e culturais também podem provocar a síndrome, que ocorre com mais frequência em mulheres com histórico familiar de TPM ou de depressão pós-parto.

    Principais sintomas:
    Entre os sintomas físicos e psíquicos da TPM estão:
  • Dores de cabeça ou enxaqueca
  • Retenção de líquido
  • Aumento do volume do abdome e ganho de peso
  • Ansiedade ou pânico
  • Irritabilidade
  • Insônia

Tratamento:
O tratamento de TPM vai depender do grau de desconforto com que esse distúrbio afeta cada mulher. Nos casos mais leves, é indicada a adoção de hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos. Nas ocorrências mais graves, o médico pode ministrar medicamentos como diuréticos e vitaminas, antidepressivos e ansiolíticos.

Para mais informações, consulte seu médico.

Fonte: http://www.libbs.com.br/saude/saude-feminina/

Síndrome dos Ovários Poliscísticos (SOP)



O que é a Síndrome dos ovários policísticos (SOP)?
Trata-se de uma disfunção endócrina que acomete de 3% a 20% da população feminina em idade reprodutiva.

O que causa a SOP?
Sua verdadeira causa ainda é discutida, mas já se pode afirmar que há um aumento na produção do androgênio (hormônio masculino) nos ovários. Observa-se também uma relação entre a SOP e a resistência à insulina.

    Principais sintomas:
  • Amenorreia (ausência de ciclo menstrual por alguns meses ou o oposto, hemorragias
  • Hirsutismo (crescimento excessivo de pelos no tórax, queixo, buço, abdome e coxas)
  • Acne
  • Obesidade
  • Presença de pequenos cistos (com dimensões que chegam a 12 milímetros) nos ovários

Tratamento:
Por não se saber ainda a causa exata do problema, os tratamentos são direcionados aos sintomas. Em alguns casos, indica-se a pílula anticoncepcional para a regularização do estado hormonal e melhoria dos sintomas. Medicamentos que diminuem a resistência à insulina também vêm sendo empregados.

Para mais informações, consulte seu médico.


Cólica Menstrual "Dismenorreia"



O que é Dismenorreia?
A dismenorreia, conhecida popularmente como "cólica menstrual", chega a atingir 50% das mulheres em qualquer faixa etária durante o período reprodutivo. Caracteriza-se por dores abdominais que costumam começar algumas horas antes ou vir junto com a menstruação, podendo durar horas ou dias.

Principais causas das cólicas menstruais:
As cólicas podem ser de dois tipos: primária (comum em mulheres jovens, aparecendo logo após as primeiras menstruações, causada pelos altos níveis do hormônio prostaglandina no sangue menstrual) e secundária (que ocorre muitos anos após a menarca, provocada por alguma disfunção do organismo feminino, como endometriose, miomas, uso de DIU etc.).

Tratamento:
O tratamento adequado varia de acordo com as causas, mas, de uma maneira geral, anti-inflamatórios e a pílula anticoncepcional apresentam bons resultados.

Para mais informações, consulte seu médico.

Hemorragia uterina disfuncional

A hemorragia uterina disfuncional é uma hemorragia anormal provocada por alterações hormonais, mais do que por uma lesão, uma inflamação, uma gravidez ou um tumor.
A hemorragia uterina disfuncional é mais frequente no princípio e no fim da idade fértil da mulher: 20 % dos casos surgem em adolescentes e mais de 50 % em mulheres com mais de 45 anos. A hemorragia uterina anormal mais frequente é a disfuncional, mas este diagnóstico só pode ser estabelecido quando se tiverem excluído todas as outras possibilidades.
Causas e sintomas
Com frequência, a hemorragia uterina disfuncional deve-se à presença de valores de estrogénios que provocam um aumento de espessura do revestimento interno do útero. Nestas condições, o referido revestimento é expulso de forma incompleta e irregular, dando lugar à hemorragia. Por exemplo, na síndroma do ovário poliquístico, a excessiva produção de hormona luteinizante pode fazer com que os ovários produzam grandes quantidades de androgénios (alguns dos quais se convertem em estrogénios) em vez de libertar um óvulo. Com o passar do tempo, os estrogénios sem a progesterona necessária para contrariar os seus efeitos, podem originar uma hemorragia uterina anormal.
A hemorragia é irregular, prolongada e, por vezes, abundante. Colhe-se uma amostra de sangue para ser analisada e determinar o grau de perda de sangue.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico de hemorragia uterina disfuncional é estabelecido quando não se encontra outra causa. Antes de começar o tratamento com fármacos, faz-se uma biopsia (colheita de uma amostra de tecido para o seu exame ao microscópio) do endométrio, se a mulher tiver 35 anos ou mais, se sofrer da síndroma do ovário poliquístico ou se tiver um significativo excesso de peso e não tiver tido filhos. A biopsia é necessária porque estas mulheres correm um risco elevado de desenvolver cancro do endométrio.
O tratamento depende da idade, do estado do endométrio e dos planos da paciente quanto a ficar grávida.
Quando o revestimento do útero aumenta de espessura e contém células anormais (sobretudo se a mulher tiver mais de 35 anos e não quiser ficar grávida), o útero é extirpado cirurgicamente (histerectomia), porque as células anormais podem ser pré-cancerosas.
Quando o revestimento interno do útero ou do endométrio está espessado, mas contém células normais, a hemorragia intensa pode ser tratada com doses altas de contraceptivos orais que contenham estrogénios e progesterona, ou apenas estrogénios administrados por via endovenosa juntamente com a progesterona por via oral. Em geral, a hemorragia é detida em 12 ou 24 horas. A seguir, podem ser administradas doses baixas de contraceptivos orais da forma habitual durante pelo menos 3 meses. Às mulheres com hemorragias pouco abundantes são administradas doses baixas desde o princípio.
Quando não é aconselhável o tratamento com contraceptivos orais  ou com estrogénios, pode ser administrada progesterona por via oral durante 10 a 14 dias por mês.
Se o tratamento com estas hormonas não for eficaz, normalmente procede-se à dilatação do colo uterino e faz-se a denominada curetagem uterina, ou seja, a raspagem do endométrio. Se a mulher desejar engravidar, pode ser administrado clomifeno por via oral para provocar a ovulação.